quarta-feira, 27 de março de 2013

#50 Dia de esportes

Na quarta-feira dia 20/03, os estudantes da University of Surrey aproveitaram o maior evento da temporada: Varsity, a grande competição esportiva entre os times de Surrey e os da universidade de Kignston, grandes rivais. Todos os times (futebol, basquete, vôlei, natação, judô, e por aí vai) competem como num mesmo dia. Achei que era a oportunidade perfeita para eu finalmente conhecer o Sports Park, depois de quase dois meses morando praticamente ao lado dele. E seria um evento legal de fazer parte, aquele clima de união, todos torcendo por Surrey. A ideia era passar o dia lá assistindo a todos os jogos.

Eu não sei onde eu estava com a cabeça.

Fui com a J., minha companheira de cinema e sedentarismo. Ela queria gravar algumas imagens do Sports Park para um projeto individual e se inscrever na academia. Bem, eu também queria me inscrever na academia, mas as férias começavam na semana seguinte, não fazia sentido gastar dinheiro com isso agora.

Demos uma volta pelo centro esportivo, que estava cheio de gente torcendo por algum time na quadra, não dava pra ver que jogo era. O fato é que foi assustador. O ambiente esportivo me oprime. Minha vontade era sair correndo sem olhar pra trás. Mas resisti e dei uma volta para conhecer os arredores. Tem piscina, academia, parede de escalada, quadras de squash e de tênis, dentre outras coisas que não deu pra ver porque estavam ocupadas com gente esportiva barulhenta. Também tem um Starbucks e um bar no centro esportivo. Esperei a J. se inscrever na academia e implorei para irmos embora.

Sério. O que é que eu fui fazer naquele lugar? Eu odeio esportes! E odeio assistir esportes! Como eu pensei que fosse agüentar passar um dia inteiro participando de um evento esportivo? No colégio eu só passava por essas provações porque tinha um namorado que jogava futebol, então eu tinha que ir lá torcer; mas eu tinha um grupo de amigos, a gente ficava sentado na arquibancada conversando e fazendo qualquer coisa menos prestar atenção nos jogos. Eu pensei que seria assim. Mas não foi. A pessoas que eu conheço não estavam lá e estava frio demais pra sentar na arquibancada e assistir ao jogo de futebol. Depois de um máximo de vinte minutos, eu e J. jogamos a toalha e voltamos para o aconchego de nossas casas.

Naquela noite, em vez de sair para a balada de comemoração da vitória de Surrey, onde eu poderia sim me divertir com os amigos sem a obrigação de acompanhar placares, tive uma indisposição e achei melhor ficar em casa. A verdade é que eu estava mais afim de ficar em casa quentinha assistindo How I Met Your Mother online.

#49 'His Girl Friday'

Na aula de Hollywood(...), para terminar o ciclo de comédias românticas/screwball, assistimos ao filme His Girl Friday, estrelando Cary Grant pela terceira semana consecutiva. É a história de Walter, um jornalista de NY que tenta reconquistar sua ex-esposa, também jornalista, antes que ela se case com um outro cara, tudo isso em poucas horas. Para impedir que ela viaje com o noivo para onde eles pretendem se casar, Walter persuade Hildy a fazer uma entrevista que poderia salvar a vida de um homem e alavancar sua carreira jornalística.

Como comédia romântica, achei o filme péssimo. Para meus colegas do Jornalismo, é uma visão interessante, embora indigesta. Na verdade, o filme de 1940 é uma adaptação da peça The Front Page, sobre a era sombria do jornalismo quando repórteres faziam de tudo para conseguir escrever suas histórias, a qualquer preço. A época onde existia salas de imprensa nas delegacias. E não era uma comédia romântica pois Hildy era uma personagem masculina. Ou seja, a adaptação foi uma tentativa forçada de atrair um público maior (feminino) para os cinemas. Não sei se chegou a funcionar.

O fato é que a história é bem deprimente. Há um homem inocente condenado à forca, e todos os jornalistas da cidade ficam sobrevoando a delegacia como urubus, querendo mais detalhes e furos de reportagem sobre o caso. Há uma personagem de pouca importância,relacionada ao suposto crime do acusado, que é mal retratada nas reportagens, e ela pede constantemente aos jornalistas que ouçam sua versão da história e a reescrevam. Mas eles não dão à mínima, sumariamente a ignoram. Mais para frente na história, quando ela tem uma informação que é de interesse dos jornalistas, eles a atacam como cães raivosos, de forma bem assustadora. Para escapar da pressão e não revelar o segredo, ela se atira da janela da delegacia e ninguém se importa se ela está morta ou não. Na verdade, quando pensam que há a possibilidade de ela estar viva, os jornalistas correm para ela como urubus em cima de uma carniça. É o lado negro do Jornalismo que eu gostaria de nunca ter que me deparar.

O interessante nessa aula é que tivemos que fazer uma apresentação surpresa para turma, em grupos, com nossas teorias sobre o tipo de gênero e tom do filme - se é cômico, romântico, ou dramático. Meu grupo defendeu o tom dramático, pessimista até do filme. E que me surpreendeu foi a facilidade com que eu apresentei minhas ideias para a turma, sem muita preparação anterior. Não fiquei nervosa, não gaguejei, não tropecei na língua. Foi um momento de revelação. Eu realmente sabia do que estava falando, e fiz isso bem, já que a professora elogiou nossas ideias. E mesmo que não tenhamos sido o grupo vencedor (era uma pequena competição, onde a turma votava em nos argumentos que tinham apreciado melhor), foi uma sensação muito boa.

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Outra coisa que me incomodou demais nesse filme, além do ritmo dos diálogos que é muito irritante, embora revolucionário - primeiro filme a usar diálogos realistas onde as pessoas atropelam as falas uns dos outros -, foi o título. O que significa 'his girl friday'?? Eu sei o que cada uma dessas palavras significam, mas não sei o sentido delas juntas. Sua garota sexta-feira? Não fazia sentido algum!

Mas, graças à Wikipédia, descobri que 'girl friday', ou 'man friday', é uma expressão para designar um servente muito fiel, ou uma secretária encarregada de muitas tarefas. A expressão surgiu da obra Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, referente a um personagem, Friday, que era um fiel servente para o personagem principal. No filme, faz sentido, já que Hildy é o tipo de repórter que faz de tudo para seu editor e ex-marido.

Como é bom quando as coisas fazem sentido!

segunda-feira, 18 de março de 2013

#47 e #48: Film Studies

No domingo eu pretendia ir ao pub da universidade comemorar o St. Patrick's, mas como tinha um trabalho pra fazer sobre um musical do Fred Astaire, resolvi passar o dia com a cara nos livros. Nem um pouco chato. Fred Astaire é muito amor.


No domingo à noite, madrugada, na verdade, recebo uma mensagem da J. pedindo minha ajuda para sua aula de Television Studio Practice. O grupo dela precisava gravar um ensaio de um programa de entrevistas na segunda de manhã e precisava de stand-in, que nesse caso é uma pessoa pra ficar posicionada no set para servir de referência para os operadores de câmera, para checar a luz, o som, etc. Topei, mesmo sabendo que eu teria que acordar às sete da manhã em vez das onze, como de costume. Pra ajudar os amigos a gente até dorme menos.

Cheguei no estúdio de TV junto com a J. e fui bem acolhida pela turma, todos muito agradecidos por eu ter topado ajudar em cima da hora. Não tive que fazer muita coisa a princípio, só ficar sentada num dos bancos do cenário conversando com um outro aluno sobre o tema daquela entrevista (tínhamos um script para seguir). Ele fez as vezes de apresentador, o que foi muito fácil, já que as perguntas que ele precisava fazer estavam anotadas no papel. Já eu fiquei com a difícil tarefa de encarnar a entrevistada, uma artista que faz performances com marionetes, e precisei inventar todas as respostas para as perguntas dele, o que até foi divertido. Mas no final, como havia uma performance, eu tive que ir para o centro do set e me movimentar aleatoriamente. Colocaram uma música, mas não ajudou muito. Pelo menos ninguém riu. E não tinha ninguém das minhas outras aulas, também. Foi menos humilhante assim.

À tarde, em Film Industry, tivemos aula com um palestrante, já que nossa professora entrou de licença maternidade. O palestrante era produtor e nos falou sobre o processo de arrecadar fundos para financiar um filme no Reino Unido. Foi bem interessante, mas essa dinâmica financeira da indústria cinematográfica ainda faz nós na minha cabeça. Ou qualquer coisa que tenha a ver com finanças, na verdade.

Depois dessa aula, fui para o Language Center, no prédio da biblioteca. Tinha sido convidada, junto com outros CsFs*, por uma professora de português (brasileira) para fazer uma apresentação sobre minha cidade e minha universidade na turma dela. Fiz um PowerPoint bem simples com algumas fotos de Niterói e contei um pouco da história da cidade, a presença das obras de Niemeyer, as paisagens, e fali da UFF. Tudo em português. Só depois fui me dar conta de que aquela era uma turma de iniciantes, e agora receio que eles não tenham entendido muito bem tudo o que eu disse. Mas a professora depois disse que os alunos gostaram muito e que entenderam tudo. Espero que sim. Foi engraçado falar em português dentro da universidade com pessoas que não são native-speakers. Mas gostei da experiência. E ainda ganhei bolo!


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*CsFs: bolsistas do Ciência sem Fronteiras

#46: Sábado perfeito em Londres

Hoje foi um dia tão bom, mas tão bom, que a felicidade quase me impede de descrevê-lo. Mas vou tentar.

Depois de dois dias de fracasso total, resolvi comemorar o St. Patrick's Day de uma forma mais fácil e agradável: na companhia de amigos bem mais próximos e de gostos similares aos meus. Na madrugada ainda combinei tudo com o D. e a J. e no sábado por volta das 13h, pegamos o trem para Londres, para passear o dia todo nos meus lugares preferidos - que por acaso também são lugares que agradam muito aos meus amigos - e encontrar os outros brasileiros à noite em algum pub do Soho.

Primeira parada: Notting Hill. Ai. Ai. Suspiro só de pensar. O cenário de um dos meus filmes preferidos, somente. E não fosse isso, só o Portobello Market já seria suficiente. Uma feira de rua que aos sábados se estende por quase um quilômetro, acolhendo o maior mercado de antiguidades do mundo. Além disso, também é possível encontrar bolsas, roupas (os vestidos mais lindos com os preços mais lindos: entre 10 e 15 libras!), sapatos e há uma seção da rua só de frutas, vegetais e outras comidas (hoje tinha uma barraquinha com tachos enormes de paella e outra com cupcakes).

Portobello Road Market
 
Não bastasse a feira, toda a atmosfera do bairro (Notting Hill na verdade é um distrito do borough de South Kensington e Chelsea, então seria mais como um sub-bairro) é pura alegria. Casinhas coloridas, lindos jardins, gente pra todo lado, coisas lindas para ver... Seria um sonho morar ali para sempre.

Essa podia muito bem ser a minha casa...

Depois de passear bastante pela feira, procuramos a livraria que foi usada no filme Um Lugar Chamado Notting Hill onde Will Thacker, meu querido Hugh Grant, passava dias insossos atrás do balcão até conhecer e se apaixonar por Anna Scott, a deslumbrante Julia Roberts. A livraria no filme e até há pouco tempo atrás na vida real, quando eu fui lá pela primeira vez, se chamava The Travel Bookshop (ou The Travel Book Co.). Hoje em dia ela tem outro dono e outro nome, The Notting Hill Bookshop, e mantém a mesma fachada, a mesma essência do filme, tem até uma plaquinha na parede dizendo que aquela é a livraria usada no filme.
A fachada original em 2011
Novos donos, novo layout
Da primeira vez que eu fui lá com meu pai em 2011, comprei um livro super lindo-romântico-fofo de uma autora inglesa, chamado From Notting Hill, with love... actually, cuja personagem principal é fanática por filmes românticos e cuja trama simplesmente mistura todos os acontecimentos mais lindos dos melhores filmes românticos de todos os tempos (sou muito enfática nisso) e que são os meus preferidos (O Diário  de Bridget Jones, Um Lugar Chamado Notting Hill, Simplesmente Amor e até ... E O Vento Levou, dentre outros).

Dessa segunda vez, encontrei outro livro da mesma autora, na mesma linha de pegar inspirações em filmes: Breakfast at Darcy's. Apesar de eu ter me prometido ler só literatura clássica e grandes autores esse ano, não resisti a colocar um romance de mulherzinha na lista. Para os momentos de descontração, sabe.

Na livraria escutei duas turistas (por sinal, brasileiras) perguntando onde era a casa que foi usada como fachada para a casa de Will Thacker, e como não tinha encontrado da primeira vez que fui lá, corri para encontrá-la, sem objeção dos meus amigos, afinal, o D. adora o filme tanto quanto eu e a J. estava adorando nossa aventura, suponho (espero). Encontramos a porta azul e registramos o momento.

Depois de perambular, já era quase 16h, eu e J. começamos a sentir fome, porque só tivemos tempo de tomar café da manhã. O D. tinha sanduíches para ele, então nós tivemos que escolher um lugar para comer. Estava frio, ventando e começava a chover (de novo!), logo, resolvemos entrar no primeiro lugar que vimos, o Mike's Café. O cardápio era atraente, a comida deliciosa e o ambiente quentinho e agradável. Ganhamos forças para continuar a jornada.

Pegamos um clássico ônibus vermelho de dois andares, andamos algumas quadras e descemos no Kensington Gardens, que eu já conhecia, mas meus amigos não. Apesar do dia cinza, o passeio agradou a todos. Atravessamos o parque até o ponto que ele se encontra com o Hyde Park e como já eram seis e pouca da noite, entramos no metrô e fomos para o Soho encontrar os outros amigos no pub.

Tenho que dizer o quanto eu amo o metrô. Não qualquer metrô, e definitivamente não o metrô do Rio. De todas as cidades em que estive e usei o metrô - Nova York, Paris, Montréal, São Paulo, Rio - o de Londres é o meu preferido. Como eu adoro ler aquelas linhas coloridas, subir e descer as escadas ladeadas de cartazes de musicais, shows e peças, entrar e sair dos trens lotados. Definitivamente não é a mesma coisa que andar de ônibus. Metrô é incrivelmente melhor (o do Rio eu tenho muitas dúvidas, mas transporte no Rio já é uma coisa decadente).

Descemos em Picaddily Circus, abarrotada de gente indo aos teatros. Andamos um bocado até encontrar o pub The Montagu Pyke onde os amigos brasileiros estavam, mas foi bom ver as luzes dos teatros à noite e descobrir onde fica Chinatown.

O pub estava cheio e de início não tinha lugar para sentarmos, mas logo algumas mesas foram vagando e conseguimos nos acomodar. O clima não era de St. Patrick's, mas era festivo mesmo assim. Foi muito divertido e eu e J. conversamos bastante, descobrindo novas afinidades, como a paixão em comum por jogar The Sims.

O retorno para Guildford foi agitado, tivemos que correr com mais dois amigos até o metrô, correr para pegar o trem rápido de Waterloo até nossa cidade a tempo de pegar o último ônibus para o Manor Park. Eu e J. quase morremos na corrida, duas sedentárias que somos, achei que não fôssemos conseguir. Mas com o trem já apitando, entramos esbaforidas e junto com os outros (muito mais ágeis), procuramos um lugar para sentar e conseguimos nos acomodar.

Chegando em Guildford a correria começou de novo, mas nossos amigos atletas conseguiram correr e segurar o ônibus para que eu e J. conseguíssemos alcança-lo. Seria muito desagradável voltar para o Manor Park a pé às 00h40.

Mas conseguimos. E fui dormir feliz com a certeza de ter aproveitado o dia fazendo tudo o que eu gosto (fora a parte de correr) em ótimas companhias.

#44 e #45: Bad days - melhor nem entrar em detallhes

A quinta-feira até tinha começado bem, com uma aula interessante pela manhã, um almoço delicioso na companhia do querido amigo G., e a viagem para Dublin programada para a noite.

Mas tudo desandou. Me atrasei, perdi o trem para Londres em que o meu grupo de viagem tinha entrado, as pessoas brigaram comigo por causa do atraso (com razão), peguei o próximo trem, em Londres corri, subi e desci escadas no metrô, a composição em que eu estava atrasou, cheguei na estação Victoria faltando dez minutos para o ônibus partir para a Irlanda e não consegui achar meu caminho para o terminal. Perdi o ônibus, perdi a viagem, perdi dinheiro. Desespero, decepção total comigo mesma.

De madrugada passei muito mal (culpa dos cogumelos selvagens do meu almoço, suponho) e na sexta não tive forças nem dignidade pra fazer qualquer coisa, só dormi e mal comi.

Dias perdidos.

#43: Quarta-feira agitada

Uma raridade na semana, uma quarta-feira em que eu realmente fiz bastante coisa.

Às duas da tarde fui para a aula de pole dance ganhar mais hematomas e dessa vez um corte na lateral da canela da perna esquerda, causado por um prego do poste que estava quietinho no seu canto até eu vir escorregando com a minha perna no ângulo errado e me acidentar. Mas nada assim tão grave. Sobrevivi para contar.

Depois da aula, fui na Primark com a brasileira que me apresentou o pole dance para comprar coisas verdes para o St. Patrick's Day, o qual passaríamos em Dublin, na Irlanda. Rodamos a loja toda e ela acabou comprando uma bolsa de viagem e eu um vestido lindo-de-morrer e galochas para usar na chuva torrencial que a previsão do tempo dizia que ia inundar nosso destino do fim de semana.

Depois da Primark passamos em outras lojas de acessórios, como a Accessorize e a Claire's, procurando adornos temáticos, mas não encontramos nada. O lado bom é que descobri onde fica a livraria Waterstone, onde gastarei meu dinheiro muitas vezes este ano.

Acabamos não comprando nada verde. E passamos a tarde inteira na cidade.

Mas foi bem divertido!

sexta-feira, 15 de março de 2013

#41 e #42: Frio, filmes e chá

A primavera parecia ter chegado nas últimas semanas. Dias ensolarados, com temperaturas positivas. Mas de repente ficou frio de novo e até nevou.

Na segunda-feira as aulas foram normais. Cheguei atrasada pro debate da aula de Film Industry porque estava terminando de refinar meus argumentos escritos para entregar à professora, fui designada para o grupo contra Hollywood ter o controle de copyright dos filmes, mas nem cheguei a debater de fato.

Na terça-feira começamos a estudar comédias românticas na aula de Hollywood and Film Genres. Assistimos Bringing up Baby (em português, "Levada da Breca"), com Cary Grant (mais uma vez. E lindo) e Katharine Hepburn. O filme é sobre David, um paleontólogo que tem uma série de encontros acidentais desastrosos com a doidinha Susan enquanto tenta assegurar uma doação de 1 milhão de dólares para seu museu. Susan se apaixona por David e faz de tudo para que ele fique com ela, inclusive arranjar uma onça ("a leopard from Brazil"), Baby, e pedir que ele a ajude nos cuidados com o novo bicho de estimação.

Antes de ver o filme, li a biografia da Katharine Hepburn e fiquei impressionada com a mulher forte, decidida e poderosa que ela foi. Quem quiser saber mais, aqui tem uma biografia bem básica:
http://www.imdb.com/name/nm0000031/?ref_=tt_ov_st

Então eu esperava ver uma mulher de fibra no filme, uma personagem apaixonante. Mas a Susan é oposto de tudo isso. É uma mulher irritante e sem noção de si própria que você iria querer bem longe de você. Muito longe mesmo. Inclusive, depois desse filme, Katharine Hepburn foi colocada na geladeira de Hollywood por ser considerada mau negócio para as bilheterias. O filme não foi um sucesso. Mas ela conseguiu superar e se tornou uma lenda: a atriz que mais ganhou o Oscar de melhor atriz (4 - Meryl Streep só tem 3), com 12 indicações na categoria (nessa a Meryl ganha dela).
É uma atriz para se admirar, mas Bringing up Baby não é um filme que eu recomendaria.

Depois da aula, à tarde, fui à biblioteca pegar livros sobre Fred Astaire e musicais americanos para me ajudar na análise que preciso fazer para essa aula, sobre um dos números de Top Hat. Depois, passei na casa da A., brasileira que não mora no Manor Park mas em Stag Hill, pertinho de tudo, e que tinha convidado para um chá da tarde - com pão de queijo e bolo de fubá. Comi até cansar. Ô delícia.