Hoje, 30/07/2013, completam-se 6 meses desde que eu cheguei neste país. Seis meses desde aquela viagem de dez horas de duração mais as cinco horas de atraso. Há seis meses eu deixei a minha cidade, meu país, minha cultura, minha família e meus amigos para aprender a viver neste país estrangeiro, onde se dirige do lado errado da rua e a monarquia ainda impera - pelo menos nas manchetes de jornais.
Nestes últimos seis meses, aprendi tanta coisa. A cozinhar mais do que ovo e macarrão, usar a máquina de lavar e a de secar, procurar ofertas no mercado, fazer faxina (embora muito raramente), comer iogurte e granola, fazer reservas em albergues e comprar passagens de avião, enviar postais e cartas pelo correio, comer espinafre, manusear uma câmera de vídeo profissional, usar a biblioteca, usar maquiagem (direito), minimizar a saudade, remover manchas de vinho de roupas, assistir seriados online, ajustar o aquecedor, fazer lasanha, usar cebola e alho, pintar o cabelo (sozinha), escolher corte de cabelo (sozinha), a sair das zonas 1 e 2 de Londres, dentre tantas coisas mais...
Foram seis meses de muitas dificuldades, desbravamentos, perdas, ganhos. Mas enquanto eu estiver aprendendo, só vou enxergar ganhos.
Que venham mais seis meses de lições de vida.
terça-feira, 30 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
#173: Noite de Verão
E não é que o verãozão continuou?
O Reino Unido viveu uma onda de calor das mais fortes nos últimos sei lá quantos anos, durando 3 semanas de sol intenso, com termômetros chegando a 30 graus (!!), a inglezada fugindo pras praias nos fins de semana e os trabalhadores sofrendo com a falta de refrigeração nos transportes públicos.
No dia 15/07 teve uma pane mecânica em algum trecho dos trilhos fora da estação de Waterloo, a mais movimentada de Londres, causando interdição de 4 das 20 plataformas de trem da estação, e gerando um caos: vários trens cancelados, e a grande maioria atrasados. E justo nesse dia estava um calor dos infernos, eu estava suando na minha calça jeans e tinha resolvido sair do estágio mais cedo pra chegar em casa cedo também. Doce ilusão! Cheguei na estação às 17h30 e só consegui pegar trem uma hora depois - e os trens pra Guildford são quase de 5 em 5 minutos. Pra completar, o trem estava insuportavelmente lotado, mais ou menos como os trens da Supervia do Rio de Janeiro, e o vagão que eu peguei não tinha ar condicionado e mal tinha janelas - só basculantes que abriam o suficiente para fornecer oxigênio mas não ventilação. E eu ainda estava gripada, com o nariz escorrendo, dor de cabeça, um horror. A única vez em que praguejei contra o calor desde que vim pra cá.
Da quinta-feira seguinte até a terça-feira dessa semana eu aproveitei minhas folgas do estágio para conhecer Berlim, pela primeira vez, sozinha. Por dois dias tive a companhia de uma amiga da minha mãe e amigos dela, o que foi ótimo, mas também adorei ter a liberdade de ir aonde eu queria, quando eu queria, sem ter que fazer concessões com outros companheiros de viagem. Fui a vários museus, inclusive o Museu dos Judeus, que eu recomendo bastante: um banho de aula de história, reflexão e sensibilidade. Mas sofri com o calor, porque também era verão em Berlim. Tomava sorvete praticamente todo dia, eu que nunca fui muito de sorvete, mas é impossível resistir a um bom sorbet de framboesa (raspberry) ou um de chocolate belga. Ou os dois!
Voltar ao trabalho depois de 5 dias de férias foi um pequeno choque de realidade, mas foi bom. Na quinta-feira (25/07) fui a um evento que a empresa foi filmar, era um desafio de quebra de recordes do Guinness para funcionários de várias empresas. Eu e minha chefe participamos dos desafios e nos divertimos muito e um recorde foi quebrado na noite: o de torre de copos de papel mais alta construída em apenas 1 minuto. Toda esse envolvimento serviu para me ajudar a escrever o press release sobre o evento no dia seguinte.
Hoje é sábado e eu aproveitei para descansar. Acordei, tomei um bom café da manhã, aproveitei o solzinho e dei uma esticada na grama lendo um livro. À tarde fiz uma lasanha, minha primeira, e desfiz a mala de Berlim que ainda estava no canto do quarto. O plano era sair mas uma chuvinha inclemente cai lá fora e está difícil arranjar companhia ou mesmo ânimo.
Em dias como esse, nada melhor do que tomar um sorvete e assistir sua série preferida.
O Reino Unido viveu uma onda de calor das mais fortes nos últimos sei lá quantos anos, durando 3 semanas de sol intenso, com termômetros chegando a 30 graus (!!), a inglezada fugindo pras praias nos fins de semana e os trabalhadores sofrendo com a falta de refrigeração nos transportes públicos.
No dia 15/07 teve uma pane mecânica em algum trecho dos trilhos fora da estação de Waterloo, a mais movimentada de Londres, causando interdição de 4 das 20 plataformas de trem da estação, e gerando um caos: vários trens cancelados, e a grande maioria atrasados. E justo nesse dia estava um calor dos infernos, eu estava suando na minha calça jeans e tinha resolvido sair do estágio mais cedo pra chegar em casa cedo também. Doce ilusão! Cheguei na estação às 17h30 e só consegui pegar trem uma hora depois - e os trens pra Guildford são quase de 5 em 5 minutos. Pra completar, o trem estava insuportavelmente lotado, mais ou menos como os trens da Supervia do Rio de Janeiro, e o vagão que eu peguei não tinha ar condicionado e mal tinha janelas - só basculantes que abriam o suficiente para fornecer oxigênio mas não ventilação. E eu ainda estava gripada, com o nariz escorrendo, dor de cabeça, um horror. A única vez em que praguejei contra o calor desde que vim pra cá.
Da quinta-feira seguinte até a terça-feira dessa semana eu aproveitei minhas folgas do estágio para conhecer Berlim, pela primeira vez, sozinha. Por dois dias tive a companhia de uma amiga da minha mãe e amigos dela, o que foi ótimo, mas também adorei ter a liberdade de ir aonde eu queria, quando eu queria, sem ter que fazer concessões com outros companheiros de viagem. Fui a vários museus, inclusive o Museu dos Judeus, que eu recomendo bastante: um banho de aula de história, reflexão e sensibilidade. Mas sofri com o calor, porque também era verão em Berlim. Tomava sorvete praticamente todo dia, eu que nunca fui muito de sorvete, mas é impossível resistir a um bom sorbet de framboesa (raspberry) ou um de chocolate belga. Ou os dois!
Voltar ao trabalho depois de 5 dias de férias foi um pequeno choque de realidade, mas foi bom. Na quinta-feira (25/07) fui a um evento que a empresa foi filmar, era um desafio de quebra de recordes do Guinness para funcionários de várias empresas. Eu e minha chefe participamos dos desafios e nos divertimos muito e um recorde foi quebrado na noite: o de torre de copos de papel mais alta construída em apenas 1 minuto. Toda esse envolvimento serviu para me ajudar a escrever o press release sobre o evento no dia seguinte.
Hoje é sábado e eu aproveitei para descansar. Acordei, tomei um bom café da manhã, aproveitei o solzinho e dei uma esticada na grama lendo um livro. À tarde fiz uma lasanha, minha primeira, e desfiz a mala de Berlim que ainda estava no canto do quarto. O plano era sair mas uma chuvinha inclemente cai lá fora e está difícil arranjar companhia ou mesmo ânimo.
Em dias como esse, nada melhor do que tomar um sorvete e assistir sua série preferida.
domingo, 7 de julho de 2013
#151, #152: Mais verão
Na sexta-feira (05/07) à tarde dei uma volta pela cidade e revisitei o castelo, cujas flores estão cada vez mais lindas. Voltando para o Manor Park, encontrei o G e nos esticamos na grama perto laguinho para tomar sol - não é todo dia que faz 27 graus. Até tirei um cochilo. Só foi difícil manter as abelhas longe, já que a grama é cheia de florzinhas.
À noite encontrei novamente o G, a M e outros amigos nossos para uma sessão de cinema numa das salas de conferência da recepção. Assistimos Les Misérables (pela segunda vez, no meu caso) e nos fartamos dos maravilhosos lanches que a M nos ofereceu: mil tipos de Pringles, suco e coca-cola, twix e até mesmo morangos com chantilly.
No sábado o calor de 27 graus continuou. Alguns dos brasileiros foram curtir uma praia em Brighton, outros fizeram uma excursão à Liverpool e aproveitaram para comer churrasco brasileiro, enquanto eu encontrei um pequeno grupo disposto a se aventurar para um banho de rio nos limites da cidade. Foi uma longa caminhada descendo o rio, mas valeu a pena pelo cenário e pelas águas refrescantes - digo, geladas. Passamos o resto da tarde esticados ao sol.
| Wey River |
No domingo dormi até às 14h, de cansaço da aventura do sábado. Só fiquei em casa lendo. Segunda-feira começa mais uma semana de trabalho.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
#150: Verão Inglês
Então é verão. Temperaturas estáveis de 20 a 22 graus todos os dias, caindo para 17 graus todas as noites. Consigo sair por aí (de dia) de vestido, sem meia calça, e às vezes sem nem um casaquinho. À noite, um casaco leve basta. É claro que os dias são quase sempre nublados e os insetos que ficaram escondidos durante todo o inverno são do tamanho de animais domésticos, mas o que os ingleses chamam de verão tem sido bem agradável.
Meu estágio começou e estou bem animada. É numa produtora de vídeos (comerciais, vídeos corporativos/promocionais, mini documentários...) bem pequena, com gente bacana, no norte de Londres. Tenho que pegar dois ônibus, um trem e andar umas dez estações de metrô pra chegar lá e ainda levar meu laptop, mas tudo bem. Estou curtindo o trabalho, que no momento está mais relacionado ao meu curso do Brasil (Jornalismo) do que o daqui (Cinema), mas estou adorando. E acho que consigo achar um jeito de pegar menos conduções - ou pelo menos diminuir o tempo de viagem - para chegar lá. O bom é que quando chego em casa por volta das 20h, ainda está claro e nem sinto que perdi um dia inteiro dentro de um escritório com poucas janelas.
Hoje fiz o primeiro estrogonofe da minha vida. Ficou bom, mas não tinha o mesmo gosto que estrogonofes devem ter. Segundo soube depois da minha mãe, o molho deve levar creme de leite, molho de tomate, ketchup, uma colher de sobremesa de mostarda e molho inglês. Eu só tinha ketchup, mostarda Dijon e creme de leite (e o creme de leite daqui é estranho... líquido demais). Mas ficou bom e eu acertei no frango.
Aliás, faz muito tempo que não relato meus progressos culinários. Eu finalmente passei dos nuggets e das carnes pré-temperadas-e-prontas-para-colocar-no-forno para o peito de frango congelado. Sim, eu estou trabalhando com carnes completamente cruas agora e temperando-as sozinha. Já fiz frango na frigideira com molho shoyu, frango na frigideira com molho shoyu e alecrim, frango no forno com manteiga, alho e alecrim e finalmente o estrogonofe de frango. Eu até pego no frango com as minhas MÃOS e corto ele em pedacinhos com uma faca. Watch out, world. Tem uma grande chef surgindo no pedaço.
-------------
*E para aqueles preocupados com a falta de verduras no meu cardápio, eu continuo comendo meus legumes no vapor ocasionalmente e até já fiz uma sopa deles - bem gostosa, apesar de vagem não ser o melhor ingrediente para sopas. Fica a dica. E agora também como granola! Com iogurte! É muito progresso, gente.
Meu estágio começou e estou bem animada. É numa produtora de vídeos (comerciais, vídeos corporativos/promocionais, mini documentários...) bem pequena, com gente bacana, no norte de Londres. Tenho que pegar dois ônibus, um trem e andar umas dez estações de metrô pra chegar lá e ainda levar meu laptop, mas tudo bem. Estou curtindo o trabalho, que no momento está mais relacionado ao meu curso do Brasil (Jornalismo) do que o daqui (Cinema), mas estou adorando. E acho que consigo achar um jeito de pegar menos conduções - ou pelo menos diminuir o tempo de viagem - para chegar lá. O bom é que quando chego em casa por volta das 20h, ainda está claro e nem sinto que perdi um dia inteiro dentro de um escritório com poucas janelas.
Hoje fiz o primeiro estrogonofe da minha vida. Ficou bom, mas não tinha o mesmo gosto que estrogonofes devem ter. Segundo soube depois da minha mãe, o molho deve levar creme de leite, molho de tomate, ketchup, uma colher de sobremesa de mostarda e molho inglês. Eu só tinha ketchup, mostarda Dijon e creme de leite (e o creme de leite daqui é estranho... líquido demais). Mas ficou bom e eu acertei no frango.
Aliás, faz muito tempo que não relato meus progressos culinários. Eu finalmente passei dos nuggets e das carnes pré-temperadas-e-prontas-para-colocar-no-forno para o peito de frango congelado. Sim, eu estou trabalhando com carnes completamente cruas agora e temperando-as sozinha. Já fiz frango na frigideira com molho shoyu, frango na frigideira com molho shoyu e alecrim, frango no forno com manteiga, alho e alecrim e finalmente o estrogonofe de frango. Eu até pego no frango com as minhas MÃOS e corto ele em pedacinhos com uma faca. Watch out, world. Tem uma grande chef surgindo no pedaço.
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*E para aqueles preocupados com a falta de verduras no meu cardápio, eu continuo comendo meus legumes no vapor ocasionalmente e até já fiz uma sopa deles - bem gostosa, apesar de vagem não ser o melhor ingrediente para sopas. Fica a dica. E agora também como granola! Com iogurte! É muito progresso, gente.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Viajando pelo UK: Portsmouth
Depois de Cardiff, passei meus dias todos enfiada dentro de casa, descansando das mini-férias. Saí umas duas noites seguidas com alguns amigos, passei mais dias desfrutando da companhia do pó do meu carpete, personagens fictícios de seriados e outros entretenimentos de internet (o que mais há para fazer em dias nublados?), resolvi espanar a poeira e abandonar o estilo de vida vampírico, acordar cedo e sair em busca do (tão raro) sol na companhia de G e M. Destino: Portsmouth, a apenas 1h20 de distância de trem.
A cidade portuária e histórica é bem bonitinha, tem alguns navios antigos para visitar e vários barcos que oferecem passeios pela costa e até a Ilha de Wight. Também tem um shopping/outlet enorme com várias marcas, ótimo lugar para fazer compras quando estiver voltando para o Brasil...
Começamos o passeio em busca do centro de informações turísticas, onde pegaríamos um mapa para descobrir o que há pra se fazer na cidade. Mas o centro tinha mudado de lugar e estava quase do outro lado da cidade. Não tínhamos opção a não ser seguir pela costa e eventualmente encontrar Tourist Information Centre. Felizmente, encontramos um outro centro de informações (de compras, não de turismo) dentro do Gunwharf Quays - o super shopping center e outlet onde M e G piraram (só um pouquinho) nas promoções - e lá conseguimos um mapa. Como já era meio-dia e estávamos famintos, resolvemos comer por ali mesmo, já que a oferta de restaurantes era grande. Demos uma de rycos almoçando do lado de fora do restaurante, de frente para a marina onde nosso iate nos buscaria para um passeio mais tarde - o mundo da fantasia é uma coisa linda.
Depois de um almoço agradável, continuamos andando ao longo da costa até chegarmos a uma praia. Descemos para as pedras e ficamos um bom tempo sentadinhos conversando, olhando o mar e pegando sol (lembrei de passar protetor solar dessa vez para não ter meu nariz descascando como quase aconteceu depois de Brighton!). Depois de alguns minutos relaxantes voltamos a caminhar e encontramos um píer com um pequeno parque de diversões, mini-golfe e até um cassino. Continuamos em frente, passamos por um parque bonitinho, passamos pelo castelo de Southsea (uma fortificação qualquer, nada comparado aos castelos de Cardiff, a menos que do mar a vista fosse diferente...), andamos pelo alto da 'muralha' e resolvemos parar para descansar mais um pouco em alguns bancos - afinal, andamos por quase toda a costa da cidade, considerando ainda todos os desvios e caminhos errados que tomamos no início. Até tirei um cochilo. A propósito, do lado do castelo, nossa última parada, estava o tal centro de informações turísticas. Imagine andar aquilo tudo sem um mapa! Ainda bem que conseguimos um no início do passeio.
Por volta das cinco da tarde o vento ficou mais frio e o sol mais fraco e nossas pernas definitivamente começaram a falhar. Andamos um pouco mais e entramos num ônibus que nos levou de volta exatamente para onde nossa viagem tinha começado: na estação de trem de Portsmouth Harbour. Pegamos o trem de 17h45 e às 19h15 já estávamos dentro de casa.
Acabamos não explorando muito os pontos turísticos da cidade; não entramos em nenhum museu ou monumento. Mas valeu a pena pelas fotos que tiramos e por toda a diversão que tivemos juntos. E eu amei passar o dia inteiro fora de casa na companhia de bons amigos. Eu sozinha não estava mais dando conta de mim mesma.
(Só faltou a foto dos três juntos que, mesmo com um tripé em mãos, acabamos esquecendo de tirar ...)
| Primeira vista da cidade: o porto |
Começamos o passeio em busca do centro de informações turísticas, onde pegaríamos um mapa para descobrir o que há pra se fazer na cidade. Mas o centro tinha mudado de lugar e estava quase do outro lado da cidade. Não tínhamos opção a não ser seguir pela costa e eventualmente encontrar Tourist Information Centre. Felizmente, encontramos um outro centro de informações (de compras, não de turismo) dentro do Gunwharf Quays - o super shopping center e outlet onde M e G piraram (só um pouquinho) nas promoções - e lá conseguimos um mapa. Como já era meio-dia e estávamos famintos, resolvemos comer por ali mesmo, já que a oferta de restaurantes era grande. Demos uma de rycos almoçando do lado de fora do restaurante, de frente para a marina onde nosso iate nos buscaria para um passeio mais tarde - o mundo da fantasia é uma coisa linda.
Depois de um almoço agradável, continuamos andando ao longo da costa até chegarmos a uma praia. Descemos para as pedras e ficamos um bom tempo sentadinhos conversando, olhando o mar e pegando sol (lembrei de passar protetor solar dessa vez para não ter meu nariz descascando como quase aconteceu depois de Brighton!). Depois de alguns minutos relaxantes voltamos a caminhar e encontramos um píer com um pequeno parque de diversões, mini-golfe e até um cassino. Continuamos em frente, passamos por um parque bonitinho, passamos pelo castelo de Southsea (uma fortificação qualquer, nada comparado aos castelos de Cardiff, a menos que do mar a vista fosse diferente...), andamos pelo alto da 'muralha' e resolvemos parar para descansar mais um pouco em alguns bancos - afinal, andamos por quase toda a costa da cidade, considerando ainda todos os desvios e caminhos errados que tomamos no início. Até tirei um cochilo. A propósito, do lado do castelo, nossa última parada, estava o tal centro de informações turísticas. Imagine andar aquilo tudo sem um mapa! Ainda bem que conseguimos um no início do passeio.
Acabamos não explorando muito os pontos turísticos da cidade; não entramos em nenhum museu ou monumento. Mas valeu a pena pelas fotos que tiramos e por toda a diversão que tivemos juntos. E eu amei passar o dia inteiro fora de casa na companhia de bons amigos. Eu sozinha não estava mais dando conta de mim mesma.
(Só faltou a foto dos três juntos que, mesmo com um tripé em mãos, acabamos esquecendo de tirar ...)
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Viajando pelo UK: Cardiff
Às sete horas da manhã de domingo, eu e J nos encontramos para nossa longa caminhada de 40 minutos até a estação de trem - os ônibus no domingo só começam a passar 09h30 -, onde pegamos um trem para a estação Victoria em Londres e de lá, pegamos nosso ônibus para Cardiff pontualmente às 09h30. Eu estava animada para ver as paisagens do lado de fora da janela durante as três horas e meia de viagem, mas tão cansada das noites anteriores que dormi o caminho inteiro - acordando de vez em quando só. Mas antes de dormir, ainda em Londres, tive a surpresa de passar em frente à casa onde morou Alfred Hitchcok, na Cromwell Road, no Royal Borough of Kensington and Chelsea.
Uma boa cochilada depois, chegamos em Cardiff, debaixo de chuva fina e fria. Tivemos que andar só um pouco (um pouco menos, se eu tivesse acertado a direção no mapa de primeira) para encontrar nosso albergue numa das principais ruas da cidade, St. Mary. O Bunkhouse, onde ficamos, é super bem localizado, perto de um Tesco, um Sainsbury's, vários restaurantes e lojas e pertinho do Castell Cardiff, nossa primeira parada depois de deixar as malas no albergue.
Na verdade, a primeira coisa que fizemos mesmo foi comer, porque tendo acordado às seis da manhã (na verdade eu mal consegui dormir, de tanta ansiedade com a viagem) e já sendo uma da tarde, estávamos famintas. Nosso primeiro impulso foi seguir para a churrascaria brasileira (sim!!!!) que tínhamos visto logo que chegamos, também na rua do albergue, a Viva Brazil. Mas porque era domingo e dia dos pais aqui, a churrascaria estava lotada e só tinha mesas a partir das 17h. Tremendo balde de água fria, ainda mais depois de termos sentido o cheiro da carne do outro lado da rua. Mas não desisti, fiz reserva para o dia seguinte e fomos procurar outro lugar pra comer, no caso, o Wok to Walk, rede de comida chinesa que eu já tinha experimentado em Amsterdam. Forramos o estômago e fomos ver o castelo.
Tive dificuldades pra dormir na primeira noite porque o barulho da rua era absurdo. Como nosso quarto era no segundo andar e ficava bem de frente pra rua, dava pra ouvir tudo: as pessoas conversando (alto) no bar ao lado, as máquinas varradeiras passando, caminhões de lixo, a música alta da boate ao lado reverberando na parede ao lado da minha cama, as gaivotas notívagas guinchando. Foi uma noite difícil, mas as seguintes foram melhores, talvez porque eu estivesse cansada demais, mas acredito que foi graças ao remédio para sinusite e congestão nasal que comprei - com cápsulas noturnas para dormir melhor à noite.
Estávamos de volta em Cardiff à hora do almoço e resolvemos experimentar o restaurante português-com-comida-moçambicana-e-música-brasileira onde nunca conseguimos comer em Guildford porque está sempre cheio, o Nando's. A especialidade da casa é o frango com molho peri-peri, de origem moçambicana. O frango era bem gostoso e você podia escolher o nível de apimentado que queria (por que, por que essa mania de comida apimentada em tudo que é canto??) Escolhi o quase menos apimentado de todos, só com toques de limão e ervas. Agora, o que mais valeu a pena foi a sobremesa: uma fatia de bolo de chocolate cremoso e gelado enorme e delicioso. A princípio íamos dividir, mas quando provamos a primeira colherada, soubemos que íamos querer mais. A gula falou mais alto e eu nem liguei. Ô bolo bom. Parecia um bolo feito do sorvete de Chocolate Fudge Brownie do Ben and Jerry's. Pura perfeição. Possivelmente o melhor bolo de chocolate do mundo.
Depois desse êxtase culinário, rodamos várias lojas e shoppings e compramos marmitinhas de sushi do mercado Waitrose, pequena extravagância para nossa última noite. Estava bem delicioso.
Na quarta-feira de manhã deixamos nossas malas prontas na recepção e fizemos o checkout. Rodamos pela cidade até às 10h30, quando pegamos um barco dentro do Parque Bute que descia o rio até chegar na baía. Achei que o passeio seria mais emocionante, muitas coisas para ver nas margens do rio, o vento nos cabelos... mas o barco era pequeno e baixo, todo fechado com janelas (bem seguro, para deleite de minha amiga que morre de medo de barcos) e não tinha nada de interessante nas margens, só prédios. Chegando na baía, passamos por baixo de uma ponte e vimos vários cisnes flutuando nas águas. Nosso último dia estava bem bonito, mais ensolarado, 20 graus, deu até pra suar.
Fizemos o caminho de volta ao albergue a pé, fazendo uma pausa para comer sanduíches de almoço e então finalmente pegando nossas malas e rumando para o terminal de ônibus. Mais três horas e meia de viagem, uma hora até Guildford (tempo total, contando deslocamento do terminal até a estação de trem e trocas de trem em Clapham Junction) e pronto, estávamos de volta em casa. Só tivemos a surpresa de descobrir que o itinerário dos ônibus sofreu mudanças de novo, mas dessa vez por causa de obras no Manor Park. Nenhum ônibus está podendo entrar aqui e tem um trator enorme na rua principal do campus. Tivemos que descer no ponto entre o hospital e a recepção, e parece que essa obra fica ainda por algumas semanas. Pelo menos eles são sensatos e só fazem essas coisas nas férias mesmo.
Férias, férias. Bem, em breve elas vão acabar, pois devo começar meu estágio obrigatório do Ciência sem Fronteiras, se não na semana que vem, na primeira semana de julho. Ainda não sei muito sobre ele, só sei que é numa empresa em Londres que faz vídeos promocionais e comerciais, Boko Creative. Vamos aguardar...
![]() |
| Peguei a foto nesse blog: http://blog.excess-baggage.com/2012/04/10/alfred-hitchcock/ |
| St. Mary Street decorada com bandeiras do País de Gales |
Do lado de fora não dá pra entender como é o castelo, pois você só vê um muro de pedra extenso e alto. Quando você entra é que dá pra ver que aquele muro é a fortificação (que faz um quadrado do tamanho de um quarteirão grande) e lá dentro tem várias coisas: um gramado enorme, um monte com um castelinho medieval no alto e um segundo castelo, maior, do lado esquerdo, em estilo gótico.
O preço para entrar no castelo é salgado: £9,50, apresentando a carteirinha de estudante. Mas o ingresso inclui também um áudio-guia, que é bem legal. Começamos o passeio por cima dos muros que vemos do lado de fora, onde os guardas ficavam de sentinela. depois de andar por cima de dois lados do quadrado, tínhamos a opção de explorar os túneis que passam por dentro destes muros, que foram usados como abrigos estratégicos durante a segunda guerra mundial; mas quando demos o primeiro passo para dentro da câmara, o ar era tão pesado de umidade e mofo e sei lá mais o quê que mal dava pra respirar. Ter a experiência de como era se esconder de bombas durante a guerra ou então de ficar preso na masmorra de um castelo medieval? Não, obrigada. Voltamos para o ar respirável e à luz do (ainda que enevoado) dia e andamos em direção ao castelo menor que ficava no alto de um monte.
| Muro do Castell Cardiff do lado de fora. Um castelo no meio da cidade! |
| Vista do interior do castelo de cima do muro. À esquerda: castelo gótico construído no século XIX; à direita, sobre o momento, The Keep |
The Keep, como é chamado, era um castelo usado mais com propósito de guerra, mas também chegou a servir de moradia de alguns lordes (os quartos ficavam nas laterais do castelo, 'dentro' dos muros). Na verdade ele foi construído por invasores nórdicos no século XI por cima de ruínas romanas. Os muros originais também eram romanos. Tanto esse castelo quanto os muros foram reconstruídos no período Vitoriano (século XIX), em que o estilo gótico foi 'ressuscitado' - e o castelo gótico não existia daquele jeito, até esses mesmos Vitorianos remodelarem-no por completo. O grande nome responsável pelas reformas sofridas por este castelo é o Marquês de Bute, que ficou muito rico com a indústria de carvão da região de Glamorgan.
| The Keep mais de perto |
| Interior do Keep |
Enfim, é muita história pra um castelo só, eu não consegui apreender nem um terço, mas o importante é saber que o castelo, assim como a cidade de Cardiff, teve muita influência de romanos, nórdicos e bretões! E que o nome Bute é muito importante na região - é nome de rua, de parque, de tudo.
Depois de rodar o castelo, voltamos para a rua principal e passamo no mercado Sainsbury's para comprarmos o lanche da noite - sanduíche, suco e chocolate do meal deal. Como era domingo, depois das 18h não tinha mais nada aberto. Voltamos para o albergue e aí é que nos instalamos direito no dormitório feminino com capacidade para 18 meninas. Fiquei com medo de que fosse ser tudo muito bagunçado, mas quando chegamos éramos as únicas e ate o fim de nossa estadia somávamos 9 ao todo. Os beliches pareciam novos e o colchão era confortável. A roupa de cama era toda de florzinha e uma parede do quarto era rosa choque com um espelho dourado. O banheiro era bem limpo, tinha dois chuveiros (com torneira automática do tipo que desliga depois de alguns segundos, os banhos tem que ser bem econômicos, haja paciência pra ficar apertando o botão toda hora - mas pelo menos a água é perfeitamente quente), um com a porta quebrada, mas que foi consertada no dia seguinte; duas pias, duas cabines de sanitário.
Na segunda-feira, eu e J acordamos cedíssimo para tomar o café da manhã que era servido só entre 7h e 9h. Comemos torradas e chá, assistindo ao noticiário da BBC sentadas numa das camas antigas que fazem parte dos assentos da área do café da manhã: nada de sofás, apenas camas de grandes cabeceiras forradas com colchas de patchwork, banquinhos azuis turquesa com almofadas de tecido floral, mesas de piquenique (aquela do Zé Colmeia) com guarda-sóis de tecido franjado e iluminação indireta. Um charme meio vintage, meio kitshc, mas muito fofo e aconchegante.
| Do blog: http://cosmeticsclothesandcutethings.blogspot.co.uk/2013/03/bunkhouse-cardiff.html |
Depois do café da manhã, passamos por algumas lojas e seguimos a St. Mary em uma linha mais ou menos reta em direção à Baía de Cardiff. O dia ainda não estava bonito, mas a chuva diminuía e era menos frequente - uns chuviscos de vez em quando. Acompanhei J até a atração que ela planejava ir a meses, Doctor Who Experience, uma espécie de museu sobre o seriado britânico Doctor Who que eu nunca tinha ouvido falar até o meio do ano passado, e parece que é febre mundial, porque todo mundo que encontro agora é um fã. Mas a série deve ser mesmo boa, afinal, começou em 1963 e continua até hoje. E é uma tradição britânica ser fã da série, também descobri.
Durante as duas horas que J passou no museu, dei uma volta pela baía, fui numa igrejinha norueguesa construída no século XIX, durante um outro período em que a presença nórdica era massiva na cidade, por causa do comércio marítimo; entrei no Pierhead, um prédio bonito, todo feito de terracota, que contava um pouco da história da cidade e da baía. Também entrei no prédio ao lado, um edifício moderno onde fica a National Assembly for Wales, espécie de Senado ou Parlamento onde são votadas leis específicas para o país. Essa autonomia foi conquistada em 1998. Escócia e Irlanda do Norte também funcionam de forma parecida, com legislações próprias mas subordinados ao Reino Unido em todo o resto.
| Pierhead |
Às 14h, finalmente, eu e J tivemos nosso tão aguardado almoço brasileiro. Fazia tempo que eu não comia carne direito, porque além de ser cara, a carne daqui não é tão boa quanto a que gente come no Brasil - e eu também não me arrisquei ainda a fritar bifes. Quando como carne é só em restaurante, principalmente em forma de hambúrguer ou iscas no yakisoba. Por isso o tamanho da animação! Comi quase tudo que me foi oferecido, só dispensei o chilli chicken (invenção daqui, quem é que come frango apimentado no Brasil?), o cupim (eca!) e os pernis (de porco e cordeiro). Me fartei de alcatra, picanha, coraçãozinho e medalhão de frango com bacon (e nem gosto de bacon!), só me decepcionei com a linguiça, que não era aquela rosada de churrasco, era a linguiça inglesa branca e sem graça. A farofa também deixou a desejar, muita pimenta e passas. Mas a polenta frita estava nota 10!! Pena que não tive forças para ir até a mesa do buffet buscar mais.
Ah, a saudade de Brasil era tanta que até bebi guaraná Antarctica, e eu não gosto de refrigerantes.
À tarde J e eu passeamos mais pelas lojas, voltamos à baía e de novo à rua principal (mas na volta pegamos um ônibus, o caminho é bem longo e já tínhamos andado bastante!)
Na terça-feira o tempo começou a melhorar, o sol até saiu. Como já tínhamos feito tudo e visto tudo o que tinha de importante na cidade, resolvi ir até o centro de informações turísticas procurar inspiração. O que não faltava era lugar pra explorar nos arredores da cidade! Escolhemos mais um castelo, no pequeno vilarejo de Tongwinlais (1950 habitantes), há 30 minutos dali, de ônibus. Foi um passeio barato, considerando o preço da passagem de ida e volta (3,80) e o ingresso do castelo (3,80 para estudantes). O castelo era lindo, mais um castelo medieval reformado por Vitorianos em estilo gótico - e mais um Bute no meio da história. Me apaixonei, parecia um castelo de conto de fadas.
| Castell Coch no vilarejo de Tongwynlais |
Depois desse êxtase culinário, rodamos várias lojas e shoppings e compramos marmitinhas de sushi do mercado Waitrose, pequena extravagância para nossa última noite. Estava bem delicioso.
Na quarta-feira de manhã deixamos nossas malas prontas na recepção e fizemos o checkout. Rodamos pela cidade até às 10h30, quando pegamos um barco dentro do Parque Bute que descia o rio até chegar na baía. Achei que o passeio seria mais emocionante, muitas coisas para ver nas margens do rio, o vento nos cabelos... mas o barco era pequeno e baixo, todo fechado com janelas (bem seguro, para deleite de minha amiga que morre de medo de barcos) e não tinha nada de interessante nas margens, só prédios. Chegando na baía, passamos por baixo de uma ponte e vimos vários cisnes flutuando nas águas. Nosso último dia estava bem bonito, mais ensolarado, 20 graus, deu até pra suar.
Fizemos o caminho de volta ao albergue a pé, fazendo uma pausa para comer sanduíches de almoço e então finalmente pegando nossas malas e rumando para o terminal de ônibus. Mais três horas e meia de viagem, uma hora até Guildford (tempo total, contando deslocamento do terminal até a estação de trem e trocas de trem em Clapham Junction) e pronto, estávamos de volta em casa. Só tivemos a surpresa de descobrir que o itinerário dos ônibus sofreu mudanças de novo, mas dessa vez por causa de obras no Manor Park. Nenhum ônibus está podendo entrar aqui e tem um trator enorme na rua principal do campus. Tivemos que descer no ponto entre o hospital e a recepção, e parece que essa obra fica ainda por algumas semanas. Pelo menos eles são sensatos e só fazem essas coisas nas férias mesmo.
Férias, férias. Bem, em breve elas vão acabar, pois devo começar meu estágio obrigatório do Ciência sem Fronteiras, se não na semana que vem, na primeira semana de julho. Ainda não sei muito sobre ele, só sei que é numa empresa em Londres que faz vídeos promocionais e comerciais, Boko Creative. Vamos aguardar...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
#135: Festa no lago
Na sexta-feira, dia 14/06/13, foi o último dia letivo desse semestre em Surrey. Para comemorar, muitos estudantes vão às festas oficiais da boate da universidade - que começam na quarta-feira, mas chegam a ser bem caras (cerca de 20 libras só pra entrar) -, recorrem à boates da cidade ou a festas em casas de amigos em alojamentos do campus. O fato é que no final da noite, lá pelas três, quatro da manhã (quando o sol aqui já está nascendo), toda essa galera se reúne às margens do lago da universidade para continuar festejando o fim das aulas em comunhão com a natureza e com os amigos que vão para longe no verão.
A minha sexta-feira foi toda de despedidas. Primeiro no almoço, em que J e eu nos despedimos de nossa amiga de Film Studies, Melanie, de Cingapura. Aprendemos muito sobre a cultura do país neste convívio de quatro meses e fizemos uma amizade valorosa. Cingapura certamente será um destino de viagens no futuro.
À noite, eu, J e outras amigas fomos para o Stag Hill encontrar A e começar nossas comemorações à beira do lago - e também nos despedirmos de A, que já estava voltando para o Brasil. Não sendo CsF, ela tinha vindo só para ficar seis meses e seu tempo chegara ao fim. Mas antes dos abraços finais, conseguimos nos divertir bastante.
Primeiro porque descobrimos que ninguém vai pro lago antes da madrugada. Segundo porque nossa amiga T descolou uma festa na casa de amigos dela, ali no campus mesmo, e por lá ficamos batendo papo e ouvindo música até uma da manhã mais ou menos. Resolvemos voltar para o lago, mas eis que começa a chover. Fomos todas nos abrigar da chuva debaixo de um trailer de fast-food - e, já que estávamos ali, comer uns sanduíches também. Nisso, Laurianne, minha companhia para peças de teatro, nos encontrou e uma pequena aglomeração se formou embaixo da barraquinha de hambúrgueres e cachorros-quentes, e Laurianne e eu fizemos amizade com alguns ingleses. British bad weather: bringing people together since... ever.
Ao longo da madrugada, a chuva passou e nosso grupo grande foi se dispersando, mas consegui me despedir de A, de quem vou sentir muita saudade (mas pelo menos ela ainda mora no Brasil, é mais possível de encontrar). Assisti ao nascer do sol e explorei todos os cantos do lago que eu sempre tive curiosidade e às sete da manhã eu chegava de volta ao Manor Park, e dessa vez era hora de despedir-me de Laurianne. Lyon é mais uma cidade francesa que terei vontade de visitar agora e é bom saber que terei uma amiga por lá.
Desnecessário dizer que, tendo virado a noite em claro, dormi o sábado todo - ok, só até às 15h. Mas o resto do dia não foi tão produtivo. Só o que fiz foi arrumar minha mala para a viagem da manhã seguinte: Cardiff, no País de Gales.
A minha sexta-feira foi toda de despedidas. Primeiro no almoço, em que J e eu nos despedimos de nossa amiga de Film Studies, Melanie, de Cingapura. Aprendemos muito sobre a cultura do país neste convívio de quatro meses e fizemos uma amizade valorosa. Cingapura certamente será um destino de viagens no futuro.
À noite, eu, J e outras amigas fomos para o Stag Hill encontrar A e começar nossas comemorações à beira do lago - e também nos despedirmos de A, que já estava voltando para o Brasil. Não sendo CsF, ela tinha vindo só para ficar seis meses e seu tempo chegara ao fim. Mas antes dos abraços finais, conseguimos nos divertir bastante.
Primeiro porque descobrimos que ninguém vai pro lago antes da madrugada. Segundo porque nossa amiga T descolou uma festa na casa de amigos dela, ali no campus mesmo, e por lá ficamos batendo papo e ouvindo música até uma da manhã mais ou menos. Resolvemos voltar para o lago, mas eis que começa a chover. Fomos todas nos abrigar da chuva debaixo de um trailer de fast-food - e, já que estávamos ali, comer uns sanduíches também. Nisso, Laurianne, minha companhia para peças de teatro, nos encontrou e uma pequena aglomeração se formou embaixo da barraquinha de hambúrgueres e cachorros-quentes, e Laurianne e eu fizemos amizade com alguns ingleses. British bad weather: bringing people together since... ever.
Ao longo da madrugada, a chuva passou e nosso grupo grande foi se dispersando, mas consegui me despedir de A, de quem vou sentir muita saudade (mas pelo menos ela ainda mora no Brasil, é mais possível de encontrar). Assisti ao nascer do sol e explorei todos os cantos do lago que eu sempre tive curiosidade e às sete da manhã eu chegava de volta ao Manor Park, e dessa vez era hora de despedir-me de Laurianne. Lyon é mais uma cidade francesa que terei vontade de visitar agora e é bom saber que terei uma amiga por lá.
Desnecessário dizer que, tendo virado a noite em claro, dormi o sábado todo - ok, só até às 15h. Mas o resto do dia não foi tão produtivo. Só o que fiz foi arrumar minha mala para a viagem da manhã seguinte: Cardiff, no País de Gales.
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